“Nós”, disseram eles, “esperávamos que ele fosse o único a redimir Israel”. Ó meus queridos discípulos, vocês esperavam! Então agora você não tem mais esperança? Veja, Cristo está vivo! A esperança está morta em você? Certamente, certamente, Cristo está vivo! Cristo, estando vivo, encontrou morto o coração de seus discípulos, pois aparecia e não aparecia aos olhos deles. Ele foi ao mesmo tempo visto e escondido. Quero dizer, se ele não foi visto, como eles poderiam ouvi-lo questioná-los e responder às suas perguntas? Ele caminhava com eles ao longo da estrada como um companheiro e era ele próprio o líder. Claro que ele foi visto, mas não foi reconhecido. Pois seus olhos estavam contidos, como ouvimos, para que não o reconhecessem. Eles não foram contidos para que não o vissem, mas foram contidos para que não o reconhecessem. Ah sim, irmãos e irmãs, mas onde o Senhor quis ser reconhecido? No partir do pão. Estamos bem, nada com que nos preocupar - partimos o pão e reconhecemos o Senhor. Era por nossa causa que ele não queria ser reconhecido em nenhum outro lugar senão ali, porque não íamos vê-lo em carne e osso, mas íamos comer sua carne. Então, se você é um crente, qualquer um de vocês, se você não é chamado de cristão à toa, se você não vem à igreja inutilmente, se você ouve a Palavra de Deus com medo e esperança, você pode se consolar. no partir do pão. A ausência do Senhor não é uma ausência. Tenha fé, e aquele que você não pode ver está com você. Aqueles dois, mesmo quando o Senhor estava falando com eles, não tiveram fé, porque não acreditaram que ele havia ressuscitado. Eles também não tinham nenhuma esperança de que ele pudesse se levantar novamente. Eles perderam a fé, perderam a esperança. Eles estavam caminhando, mortos, com Cristo vivo. Eles caminhavam, mortos, com a própria vida. A vida caminhava com eles, mas em seus corações a vida ainda não havia sido restaurada
Decifrando temas por vezes complexos. Temas teológicos, bíblicos e morais. Uma visão Católica e Apostólica!
quinta-feira, 2 de março de 2023
quarta-feira, 1 de março de 2023
Quatro Reflexões os discípulos de Emáus
O episódio dos discípulos de Emaús (Lucas 24:13-35) é uma história que pode ser uma rica fonte de reflexão catequética para os cristãos. Podemos tirar algumas reflexões:
1. A importância da presença de
Jesus - Uma das coisas que mais impressiona neste episódio é como os discípulos
de Emaús não reconhecem Jesus até que Ele parta o pão. Isso sugere que a
presença de Jesus é essencial para os cristãos, e que é através da oração, da
Eucaristia e da presença dos irmãos e irmãs na fé que podemos experimentar a
presença viva de Cristo.
2. A importância da Escritura -
Na caminhada de Emaús, Jesus explica as Escrituras aos discípulos e lhes mostra
como elas se relacionam com Sua vida e missão. Isso nos lembra que a leitura e
a compreensão da Bíblia são essenciais para a nossa fé, e que é através das
Escrituras que podemos descobrir a vontade de Deus para nossas vidas
3. A importância da comunidade -
Os discípulos de Emaús estavam juntos em sua caminhada, e foi através de sua
conversa e partilha que eles foram capazes de reconhecer a presença de Jesus.
Isso nos lembra que a comunidade de fé é essencial para a nossa vida cristã, e
que é através do diálogo, da partilha e da escuta que podemos crescer em nossa
fé.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023
Aparições de Nossa Senhora aprovadas pelo vaticano
The Catholic Church has approved several apparitions of the Virgin Mary throughout history. However, it's important to note that Church approval of an apparition does not mean that Catholics are required to believe in it, only that the Church has found nothing contrary to the Catholic faith in the reported apparition.
Some of the Vatican-approved apparitions of the Virgin Mary include:
- Our Lady of Guadalupe (Mexico, 1531)
- Our Lady of Laus (France, 1664-1718)
- Our Lady of Lourdes (France, 1858)
- Our Lady of Knock (Ireland, 1879)
- Our Lady of Fatima (Portugal, 1917)
There are many other reported apparitions of the Virgin Mary that are not officially approved by the Vatican, but which are still popular among the faithful. It's always important to discern carefully and seek guidance from trusted sources when considering any reported apparitions or revelations.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023
sábado, 11 de fevereiro de 2023
tipos de catequista
- 1. Catequista ungido
Ele se acha tão, mas tããão inspirado pelo Espírito Santo – ô grória! – que não se preocupa em estudar os temas com cuidado, antes de cada aula.
2. Catequista PPT
Ao utilizar recursos de mídia, deixa de lado a virtude da temperança. Assim, 85% de suas aulas são realizadas por meio da exposição de slides de Power Point. Haja Redbull pro povo não dormir no escurinho!
3. Catequista Chicotinho di Zizuiz
Ao apresentar a moral cristã, dá ênfase nas proibições e punições da ira divina. Não sabe mostrar o quanto a fidelidade à proposta cristã é conveniente para vida cotidiana das pessoas, nem busca apresentar a lógica e a sabedoria de Deus por trás de cada Mandamento.
4. Catequista caótico
Costuma perder o foco do tema inicialmente proposto para o dia (isso quando ele tem algum plano de aula). Começa falando sobre a Eucaristia, emenda com camisinha e termina discorrendo sobre a Inquisição Espanhola.
5. Catequista no Divã
Não tem grana pra pagar um bom analista, então faz das aulas de catequese o seu divã. Passa quase todo o tempo da aula falando da própria vida, dos seus dramas, tragédias, frustrações, ansiedades – tudo a título de “testemunho”.
6. Catequista Embromation
Faz pose de sabe-tudo. E, quando alguém pergunta algo que ele não sabe, em vez de dizer “não sei, vou me informar e depois te falo”, o sujeito inventa qualquer coisa besta pra dizer.
7. Catequixta Xou da Xoxa
Insiste em tratar os crismandos adolescentes como crianças grandes, e promove muitas dinâmicas imbecilóides para entretê-los. Haja vela, barbante, sabão e bexigas. É muita diverxão! Ou não...
8. Catequista #NuncaliSãoTomásdeAquino
Quando questionado sobre algum artigo de fé, diante da falta de argumentos, se safa sempre com a sentença: “Isso é dogma!”. Ele ignora que, apesar de todo o mistério que o dogma encerra, podemos refletir sobre ele, a partir de bases bíblicas e filosóficas, e reconhecer a sua razoabilidade.
Continua nos comentários 👇Ver tradução - 9. Catequista Matrix no seu QuadradoFoge de temas polêmicos mais do que o Cascão foge da chuva. Passa batido pelos Dez Mandamentos, especialmente por aqueles menos populares entre a galera. Quando algum catecúmeno lhe faz uma pergunta espinhosa, em vez de encarar a questão e responder objetivamente, dá um "Matrix" e se esquiva.
10. Catequista retrô
Por alguma razão estranha, ele acha que estamos nos anos 1920. Alimenta a doce ilusão de que todos os seus crismandos são católicos convictos. Na sua cabecinha iludida, todos já creem perfeitamente em Deus, na divindade de Jesus e na Igreja. Então, não precisa discutir as razões desta fé, basta derramar sobre os crismandos as informações sobre a moral e a doutrina católicas.
11. Catecrente
Em vez de se ater à doutrina da Igreja, incha a catequese com o fermento dos fariseus e prega um monte de regras de comportamento ultra-rígidas, como se fossem mandamentos para todos os católicos. Ele se esquece que a maioria dos catecúmenos é de cristãos "principiantes", e não de postulantes à vida monástica. Demoniza a bebida alcoólica, as festas, o jogo de futebol e a depilação do sovaco.
12. Catequista Jorge Ben Jor
Acha o máximo falar uma palavra só pela metade, e fazer a turma completar o restante:
– Jesus Cristo é o Senhor do Uni...
– ...verso!
Só que, bem diferente da canção do cara que mó num pá tropi abencoá por Dê, sua técnica não faz o menor sucesso. Deixa o pessoal com aquela sensação de "Tia Teteca's class Revival".
segunda-feira, 16 de janeiro de 2023
Aparições de mortos!
"E eis que apareceram
Moisés e Elias conversando com ele." (Mateus 17,3)
Fantasmas,
demônios, pessoas mortas aparecendo? Seria delírio? Depende muito, a Igreja
analisa caso por caso e nunca negou as aparições. O que a Igreja condena é a
invocação de mortos, invocar mortos não!
Santos viram demônios,
vários relatos: São Pio, Santa Gema...
Nossa Senhora
apareceu várias vezes, temos confirmado, por exemplo, Fátima e Guadalupe.
A passagem do
Evangelho de Mateus é fundamental para a nossa fé, principalmente porque ali os
representantes da Antiga Aliança (Moisés e Elias) visitam a Nova e Eterna
Aliança que é Jesus. Mas muitos leem esse texto e ainda ficam acreditando que
quando morremos ficaremos em um sono até o fim dos tempos, cuidado!
Agora, o que a
Igreja sempre condenou foi a invocação de mortos, que é realizada em várias
seitas mundo a fora. Primeiro que o tempo para os mortos é diferente do nosso
tempo cronológico (relógio, dias, anos), ou seja, o “agora” nosso não
necessariamente seja o “agora” para os mortos. Segundo que ao invocar um espírito
nunca saberemos qual espírito irá responder, aqui lembremos que o demônio é o
maior mentiroso que existe e ele consegue se passar por qualquer pessoa, além
de ele saber de “segredos” pessoais.
Sim, existem
muitos casos de delírios mundo a fora, mas nem todos são delírios!
quarta-feira, 4 de janeiro de 2023
Essa é a principal falha ignorada pelos defensores da SOLA ESCRIPTURA
Todos nós cremos que a Bíblia é a palavra de Deus, que foi inspirada por ele e por isso é digna de nossa crença.
Mas quem nos disse que ela é a palavra de Deus? Quem afirmou que ela foi inspirada por Deus?Em outras palavras, quem com autoridade suficiente afirmou que a Bíblia, com os livros naquela composição e ordem, são oficialmente a palavra do Senhor?
Na Sola Escriptura essa pergunta fica sem resposta. Pois se quem confere autoridade para a bíblia é a própria Bíblia (afinal, para eles toda a autoridade vem dela), entramos em um paradoxo (contraditório, incoerente).
Obviamente essa não é a doutrina católica, e ao fazer essa pergunta para um bom catequista, o que receberá em troca é uma resposta simples.
- Quem te disse que a Bíblia é a palavra de Deus?
- A IGREJA DISSE!
A Igreja Católica, corpo místico de Cristo, é a autoridade por trás da Palavra de Deus.
Ela é quem nos diz que essas são as palavras em que devemos crer.
Como afirmou Santo Agostinho: “Eu não creria no Evangelho, se não me movesse a isso a autoridade Católica”
Por isso repito, o problema protestante nunca foi com Nossa Senhora ou com a Bíblia.
Sempre foi um problema com a IGREJA! O problema de Lutero é com a parte do credo que diz: CREIO NA SANTA IGREJA CATÓLICA.
Portanto, não existe Cristianismo sem Igreja e não existe Igreja que não seja nos moldes que Cristo a formou.
Ou seja, a Católica!
segunda-feira, 7 de novembro de 2022
Os 4 temperamentos
Vi muitos “influencers” católicos propagando os 4 temperamentos: Colérico, Sanguíneo, Fleumático e Melancólico. Pois bem, existe algo científico e filosófico por detrás dessa teoria. Não podemos ignorar totalmente, pois é um modo de perceber-se e de perceber o outro. Porém, temos que ter um pouco de cuidado ao tratar desse assunto no âmbito religioso pois esbarra no projeto do Reino de Deus revelado por Jesus Cristo. Explico!
Os temperamentos são fenômenos
biológicos responsáveis pelos nossos comportamentos, perfeito! Mas isso
pode soar como uma justificativa de nossas atitudes e algumas vezes atitudes
não cristãs. “Fiz isso porque sou colérico”. Muita calma nessa hora, pois Jesus
deixa muito claro quais as atitudes de uma pessoa que está em busca do Reino de
Deus. Nossas atitudes devem ser pautados pelo amor a Deus e ao próximo como a
si mesmo, independente do meu temperamento.
Outro receio são os testes que buscam
definir qual temperamento ou quais traços temperamentais estão presentes em sua
personalidade! De novo peço muita calma! Enquadrar uma pessoa em uma definição
fechada é perigoso pois novamente posso me utilizar disso como justificava de
más ações. Aqui recordo as atitudes de Jesus perante várias pessoas que vieram
até Ele ou foram trazidas até Ele, pessoas essas já rotuladas pela sociedade,
rotuladas por suas atitudes.
Caros irmãos e irmãs, ao chegar a hora de sua passagem à Vida Eterna não irá ajudar justificar certas atitudes suas baseando-se nos 4 temperamentos! Cuidado! Muito cuidado nessa hora!
(texto em construção...)
quarta-feira, 5 de outubro de 2022
O que significa ser frio ou quente em Apocalipse 3,15?
Este é um texto dos sete escritos às sete igrejas que constam em Apocalipse. Eles mostram uma visão de Jesus Cristo sobre os pontos positivos e negativos delas.
Esse versículos é um dos detalhes escrito a igreja de Laodiceia.
Primeiro ponto - O que chama a atenção nas falas de Jesus à igreja de Laodiceia é que ela não recebe nenhum elogio do mestre, apenas críticas.
De fato, a situação dos que ali moravam não era boa. Jesus começa sua série de repreensões, dizendo: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!” (Apocalipse 3,15).
É interessante notar que Jesus diz “conheço”. Ele é aquele que conhecia por dentro, por trás das máscaras, no interior, além das aparências.
Ele conhecia a essência daqueles cristãos, sabia o que estava em seus corações naquele momento e o que os havia levado a desagradar ao Senhor!
Segundo ponto - A citação de “frio ou quente” é bastante intrigante. O que conseguimos perceber de início é que não tem nada a ver com serem “cristãos quentes” ou “cristãos frios” no que se refere ao fervor espiritual.
Como poderia um cristão ser frio? Observe que no versículo 16 ele os critica por serem “mornos” e no versículo 15 orienta que sejam ou “quentes” ou “frios”, portanto, não temos aqui uma indicação de fervor ou frieza espiritual.
Terceiro ponto - É importante conhecer um pouco do contexto da cidade de Laodiceia. Toda essa figura usada por Jesus possivelmente se refira a água que os moradores da cidade tinham à disposição.
Por receber água vinda de fontes distantes, conectadas à cidade por longos tubos, a água chegava ali morna. Você já bebeu água morna? É horrível!
Por outro lado, tínhamos naquela região cidades como Hierápolis, que tinha águas quentes e medicinais. Colossos, outra cidade ali próxima, tinha águas frescas e geladas que desciam das montanhas e, por isso, muito apreciadas.
Quarto ponto - Dessa forma, é possível que Cristo esteja usando essa desagradável água da cidade para exortar essa igreja.
Ao invés de ser morna, como as águas que ali chegavam, eles deveriam ser quentes e medicinais como as águas de Hierápolis ou frescos e refrescantes como as águas de Colossos.
O foco do erro desses cristãos é explicado a partir de Apocalipse 3,17: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”.
Essa igreja havia se acomodado, fechou-se no seu poder financeiro, orgulho, egoísmo, distanciando-se do verdadeiro evangelho e de Jesus Cristo.
Ela não fazia mais a diferença (sendo igreja de Cristo) onde estava, era morna, intragável, causava ânsias!
Quinto ponto - Quando Jesus deseja que essa igreja fosse quente ou fria a está chamando a uma mudança. A fazer a diferença, a transformar-se.
Jesus chama os irmãos dessa igreja a “comprar” o que de fato tem valor. Eles tinham muito dinheiro, podiam comprar muita coisa no mundo, mas se esqueceram que os tesouros que realmente permanecem são os tesouros nos céus (Mateus 6,19-20). Por isso, Jesus diz a eles:
“Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, veses brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez…” (Apocalipse 3,18).
A mudança verdadeira só viria se eles voltassem novamente toda sua vida para Cristo!
Sexto ponto - O mais interessante é que essa crítica pesada feita por Jesus tinha o objetivo de discipliná-los para um retorno à verdade, mostrando a misericórdia e o amor do Senhor por eles: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Apocalipse 3,19).
Corremos o risco de nos transformar em cristãos “mornos”, por isso, precisamos sempre verificar em nossas vidas como está nossa conexão com Cristo, a fim de não permitir que o morno faça parte da nossa vida e sejamos para o Senhor um incômodo que cause náuseas e ânsia de vômito Nele!
Antes, como as águas quentes medicinais, ou como as águas frescas prazerosas que matam a sede, devemos fazer diferença positivamente sendo servos do Senhor fiéis a Ele e à missão que Ele nos deu a cumprir!
segunda-feira, 26 de setembro de 2022
Quem foram os escritores da Bíblia?
Estamos
falando do maior best-seller da história da humanidade, a Bíblia Sagrada, a
qual já foi traduzida para quase 3 mil idiomas, e com mais de 3,9 bilhões de
exemplares já vendidos no mundo.
Mas quem foram os autores que escreveram esses textos?
Considerando que são documentos muito antigos e anteriores à noção contemporânea de autoria, é difícil dar certeza. Pois no âmbito religioso a Bíblia é inspiração divina, através do Espírito Santo. Por outro lado, uma teologia acadêmica não está preocupada com isso e procura analisar o aparecimento desses documentos dentro do tempo histórico.
Neste
sentido, podemos entender os primeiros livros da Bíblia, aqueles que compõem o
chamado Pentateuco ou a Torah (Lei), como um compilado de textos que começaram
a ser escritos por volta de 1 mil anos antes da era Cristã.
São eles:
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, textos que narram desde a
criação do mundo até a morte de Moisés.
- A Torah
Pela
tradição religiosa, estes cinco livros teriam sido escritos por um único homem,
Moisés.
Há duas
abordagens possíveis: A da sinagoga diz que quem escreveu a Torah foi Moisés e
ponto final; já o viés científico, descarta a ideia de uma autoria única para
estes livros.
Do ponto
de vista do estudo bíblico, estamos falando de mais de 600 anos de redação.
Com uma
análise minuciosa dos documentos permite agrupá-los pelo estilo, pelo
vocabulário e pelas concepções em blocos associados a diferentes redatores em
diferentes momentos históricos.
Sobre
épocas e autores é muito complicado falar porque isso se perde no tempo.
Investigações acadêmicas concluem que esses textos têm de 2,7 mil a 3 mil anos
e, eventualmente, mais do que isso, já que eram transmitidos de maneira oral.
Estes
textos foram canonizados, ou seja, reunidos e considerados integrantes da
Bíblia hebraica, por volta do século 4 a.C.
Mas mesmo
aí há muitas discussões, e não dá para fechar o assunto. Se forem 600 anos de
escrita, quantas pessoas podem ter mexido no texto, criado pedaços em uma
região, pedaços em outra?
Em um
tempo em que a própria noção de “autoria” era completamente diferente, este
mesmo padrão de dificuldade de legitimar quem realmente escreve prossegue nos demais
livros da Bíblia hebraica, conjunto que forma o Antigo Testamento da versão
cristã.
Por
exemplo, os Salmos de Davi são textos que trazem os cânticos que Davi fazia no
templo. Mas não temos como garantir que todos os Salmos foram escritos/cantados
por Davi.
Evidentemente
que foram vários os autores dos textos bíblicos.
As
histórias que hoje compõem o texto escrito, antes eram transmitidas de geração
em geração de maneira oral. E aquilo permanecia como um tesouro cultural
religioso daquele povo.
Precisamos
ainda observar que a noção de autoria na Antiguidade não é a mesma que temos
hoje em dia. Naquela época, era comum atribuir um texto a uma grande liderança,
a um líder carismático, a uma pessoa muito importante. Isso acabaria dando
relevância ao escrito.
Neste
sentido, seguidores de determinadas doutrinas, quando transformavam o
conhecimento em documentos, costumavam sistematizá-los como se fossem algo
escrito diretamente por seus mestres.
No caso
da Torah, quer dizer que são todos textos de Moisés? Provavelmente que não.
Talvez ele tenha tido alguma participação. Mas são textos atribuídos a Moisés.
- Literatura aplicada à Bíblia
Faz muito
mais sentido que os livros sagrados do Antigo Testamento tenham sido escritos, depois
do estabelecimento do Estado de Israel do que durante os episódios ali
narrados, como a fuga do povo hebreu do Egito, sob o comando de Moisés. Imagina
um grupo de pessoas perambulando pelo deserto. O que eles menos vão se
preocupar é sentar para escrever. Quem está andando no deserto quer, na
verdade, sobreviver. Em tantos anos, eles precisavam criar uma estrutura bélica
para poder tomar a terra… Ninguém estava preocupado em ficar escrevendo texto.
Mas eram
ainda histórias soltas, de gêneros literários diversos, que depois acabaram
sendo amarradas, costuradas, por um ou mais redatores.
- Novo Testamento
A
literatura também pode ser aplicada na análise dos evangelhos, atribuídos a
Mateus, Marcos, Lucas e João. Nesse caso podemos afirmar que os autores foram
mesmo esses quatro homens. Lembrando que dois de seus autores, Mateus e João,
foram apóstolos de Jesus. Os outros dois, Marcos e Lucas, construíram a
narrativa colhendo os testemunhos dos apóstolos. Marcos é considerado um autor
com estilo mais pedestre, com linguagem direta, mais simples. João tem uma
linguagem complexa, mais figurada, cheia de simbolismos. Lucas tem uma
linguagem mais aprimorada, mais sofisticada.
Se no
Antigo Testamento há mais interrogações do que certezas no campo das autorias,
os textos do Novo Testamento, embora mais recentes e com "autorias"
descritas na maior parte deles, também despertam questionamentos.
É certo
que todos esses textos começaram a ser produzidos cerca de 30 ou 40 anos após a
morte de Jesus. Muito provavelmente, todos esses nomes foram estabelecidos pela
tradição da Igreja.
Não há
nos documentos mais antigos o título nem o nome do autor.
O que
parece inquestionável é que o primeiro dos evangelhos é o de Marcos. No momento
em que há uma geração, aquela que acompanhou pessoalmente a vida de Jesus,
morrendo, há a necessidade de preservar de maneira escrita o que aconteceu.
Então ele começa um gênero literário novo que é o evangelho.
Coletando
tradições e relatos orais, este evangelista sistematiza a narrativa de Jesus.
Mas só usa a parte que naquele momento interessava: ou seja, não se preocupa em
falar do nascimento ou da infância de Jesus; foca em sua missão, em sua morte,
em sua mensagem de Páscoa.
Ele é
muito objetivo e produz um evangelho muito enxuto. Há indícios de que Marcos
era um seguidor do apóstolo Pedro. Mas outros vão dizer que era discípulo de
Paulo. De qualquer forma, o que sabemos é que não foi um apóstolo de Jesus,
direto.
O
evangelho de João também suscita dúvidas. Isto porque o texto fala em um
"discípulo amado", e a tradição diz que este era João. Mas há teólogos
que afirmam que talvez seja Lázaro, porque no evangelho há uma pista que diz
que Jesus chorou 'e veja como ele o amava'.
Só no
segundo século é que os cristãos passam a atribuir a autoria deste texto a
João.
A
tradição consagrou, e até hoje chamamos de João. Mas não é fácil saber quem
escreveu, talvez até tenha sido uma obra coletiva, uma obra da comunidade
joanina.
O melhor
é assumir a ideia de que se trata de "evangelhos segundo" cada um
destes nomes, em vez de encará-los como autores, no sentido contemporâneo do
termo.
- Cartas
Mas se o
assunto é o Novo Testamento, é preciso ressaltar o papel de Paulo, o apóstolo
que escreveu diversas cartas para as primeiras comunidades cristãs.
As cartas
de Paulo, como o nome já evidencia, [foram escritas] por Paulo e seguidores de
Paulo. A carta a Timóteo, por exemplo, muito provavelmente é posterior a Paulo,
por isso é considerada por alguns estudiosos como sendo deuteropaulina.
Há,
porém, controvérsias em relação às cartas atribuídas a Pedro que, ao que tudo
indica, não foram escritas diretamente por ele. E a carta aos Hebreus não foi
escrita nem por Paulo e muito menos por Pedro.
Entende-se
que Paulo tenha sido o primeiro a escrever sobre Jesus, a partir do ano 57 ou
58. A grande questão é saber se ele tinha consciência de que estava escrevendo um
texto sagrado. Provavelmente que não.
Ele
estava usando de um recurso para se comunicar com igrejas e deixa suas epístolas.
Algumas se perderam, algumas que hoje chamamos de suas epístolas podem ter sido
escritas por discípulos dele, mas fazem parte de um círculo paulino.
Quando falamos das cartas de Pedro, muito provavelmente é do círculo petrino, até porque Pedro não sabia escrever, e ele deixa isso claro em sua [primeira] carta. Ele usa um redator para escrever. Provavelmente ditou a uma auxiliar que se chamava Silvano.
- Enfim...
Dessa maneira, vemos que diversos foram os escritores sagrados e que alguns deles nunca saberemos ao certo quem foram.
Mas uma certeza é que os textos foram
inspirados por Deus e são Palavras de Deus!
